27 de fevereiro de 2010

Depois de muita farra... começam as aulas!

Pra alguns é super interessante, para outros... (sem comentários), mas o fato é que querendo ou não, dia 01 de março estará iniciando nosso segundo semestre e é bom ressaltar, infelizmente a próxima turma só estará conosco a partir do dia 15, portanto, duas semana sós, e sem a comemoração de integração, a não ser entre nós mesmos, os veteranos. Pelo menos, acredito que teremos muito que conversar ("fofocar mesmo!"). Tem aqueles que curtiram uma bela viagem, ou várias (não é Ana P.?) e os que preferiram ou necessitaram ficar por aqui, mas que não deixaram de curtir por exemplo, um excelente carnaval, que por sinal, não posso deixar de comentar: "Prefeitura de Petrolina e Secretaria de Turismo e Cultura, entre outros, vocês estão de parabéns! Porque afinal de contas, investir na proposta de um carnaval diferenciado e mais cultural como vocês fizeram foi algo arrojado e significativo para a população do Vale do São Francisco". Deixo esse comentário mais intimista para demonstrar como eu e muitos outros nos sentimos no carnaval,  dentro de uma festa popular de grande porte como é o carnaval, mais, capaz de trazer uma atmosfera intimista e segura propiciando noites agradabilíssimas ao som do frevo. E sem mais delongas, do restante das fofocas trataremos pessoalmente!

Sejam todos bem vindos novamente e bons estudos, é o que deseja o D.A. de Artes Visuais!

PS: Calouros não se preocupem, teremos 15 dias para organizar algo mais legal ainda, para vocês!

26 de fevereiro de 2010

EXPOSIÇÃO DE RINALDO

Mais uma vez um colega do curso vai expor o seu trabalho.


A abertura da exposição está programada para o dia 02 de março a partir das 20h no Centro de Cultura João Gilberto.

Não deixem de prestigiar!

Vem aí...

Março: Mês de Teatro no Centro de Cultura

Aí... quem não assistiu a peça de Rafa, aproveite, porque logo logo ela vai estar trocando a Univasf pela Ufba! E não é por nada não, mas o espetáculo é um dos melhores que já foi produzido aqui na região, sendo talvez, o melhor do diretor Thom Galiano. As atrizes fazem um trabalho admirável, acredito que seja o mais significativo de suas carreiras até agora, não é à toa que Raphaela ganhou o prêmio de atriz revelação no Janeiro de Grandes Espetáculos em Recife e a peça foi escolhida a melhor pelo júri popular.

Coisas que precisamos saber e não vemos na mídia ... olha que curioso!

Mais um prisioneiro inocente

O juiz Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.

'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.

Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'